Exposição incentiva o uso da imaginação





Eu acho que na obra “Lomba Grande”, de Marciano Schmitz, o espectador ‘se sonha’, porque a pintura do artista é um conjunto de telas que nos permite sonhar, alucinar e imaginar. Sim! Imaginar! Essa prática que atualmente é esquecida nos confins da arte contemporânea”, essas são palavras da professor Rosa Maria Blanca Cedillo, líder do projeto de extensão Pinacoteca Universidade Feevale, sobre a exposição de Marciano Schmitz.
O objetivo do projeto de extensão Pinacoteca, conforme a professor, é construir uma articulação entre as artes plásticas e a comunidade externa, “buscando expor práticas artísticas e realizar atividades que provoquem a transformação das culturas a partir de propostas experimentais, plásticas, visuais e universitárias”.
Foram essas práticas artísticas que Marciano Schmitz, pintor e escultor, procurou passar com a Mostra “Martes”, que está exposta na Pinacoteca da Feevale, e conta com a parceria do Mestrado em Processos e Manifestações Culturais e da Especialização em Música; Ensino e Expressão.  
Dentre todas as exposições que já ocorreram no local, ”Martes” é a segunda Mostra que as obras estão a venda. “Pretendemos beneficiar a comunidade de Novo Hamburgo e do Rio Grande do Sul, vendendo as obras expostas”, ressaltou a professora.
Nas obras de Marciano, os traços se destacam sutilmente, impulsionando a nossa capacidade de imaginar a cena que está exposta. Para Rosa Maria o que há de mais revelador na obra do artista plástico é a sua liberdade para pintar, sem prender-se aos protocolos na arte contemporânea. “Sabemos que não existe uma liberdade instintiva, pois nós construímos nossa liberdade, a liberdade não é natural, e Marciano ao longo de sua trajetória, tem sabido construir sua própria liberdade e autonomia artística”, opinou.
Uma das obras de Marciano, titulada como “São Jorhe e o Dragão” lembram as representações de Albrecht Altdorfer, que em 1510 pintou um quadro com esse mesmo título. Semelhante a esse artista, Marciano pinta com naturalismo a floresta dando vida a galhos e madeiras. A professora destaca que, “as múltiplas temporalidades instauram outro tempo, o tempo da imaginação”. Mais do que apenas cenários, na pintura “São Jorge e o Dragão” Marciano retrata as múltiplas histórias do Rio Grande do Sul, da cultura alemã, gaúcha e brasileira.
As obras do artista plástico tem a força de ativar o imaginário de crianças, adolescentes e adultos. Pensando nisso, que a exposição na Pinacoteca é gratuita e aberta ao público.
Aos artistas que tiverem interesse em expor suas obras na Pinacoteca da Feevale, assim como Marciano Schmitz, devem estar atentos ao Edital de Projetos para Exposições no local. E ainda, de acordo com Rosa Maria, os interessados podem enviar seus trabalhos através de outras convocatórias, como a I Convocatória do Curso de Fotografia e, a I Convocatória Internacional de Arte Postal, por exemplo. Os artistas que se formam no Curso de Artes Visuais têm direito a expor na Pinacoteca, assim que concluírem sua Poética Visual.




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